ALDEAMENTO TURÍSTICO ‘QUINTA DO PALEAR’

CARREIRAS | TORRES VEDRAS
2007

O Aldeamento Turístico ‘Quinta do Palear’, a implantar na localidade da Carvoeira, concelho de Torres Vedras, apresentar-se-á com uma exposição predominantemente a norte e, fomentada pelas diferentes tipologias de habitação que alberga, organiza-se espacial e funcionalmente em seis espaços de natureza distinta: Aldeia dos Cedros- apartamentos turísticos; Villa’s das Camélias- moradias geminadas; Villas das tulipas e Villa’s da Mata – moradias em banda; Orquídeas residence – moradias isoladas.

A morfologia que caracteriza o terreno de intervenção determina facilmente a fruição por domínio visual da envolvente; as relações visuais com a paisagem envolvente caracterizam-se por uma grande amplitude que permite a fruição do vale onde a área de intervenção se insere. No desenho do projecto, e ao longo dos eixos de circulação, foi explorada a proximidade ou  afastamento da profundidade visual oferecida. E é este sistema o elemento de ligação entre todos esses sub-espaços. Em pontos-chave ocorrem espaços de recreio colectivos. Através deste sistema procura-se introduzir uma linguagem que promova a articulação de toda a estrutura de circulação, contrariando os estrangulamentos que o perímetro lhe determina.

Ao longo de todo o aldeamento as matérias vão-se alterando e substituindo. Essa alterações, por vezes representadas com diferentes densidades, incitam à circulação ou, por outro lado, anunciam os locais de estadia. A fragilidade ecológica de áreas de reserva é respeitada; nelas prevê-se a instalação de estruturas de circulação e de plataformas de estadia amovíveis.

A vegetação desempenha, em espaços desta natureza, um papel importante no conforto dos seus utentes e no desempenho dos equilíbrios ecológicos. Pretende-se que o sistema de vegetação proposto participe na definição de uma estrutura ecológica consistente na paisagem em que se insere o aldeamento. O predomino de áreas com revestimento vivo garante a permeabilidade e é aqui explorado para a formalização de áreas de recreio. A utilização de vegetação autóctone e/ou tradicional é um princípio base, sobretudo nas áreas de regime de protecção especial.
O recurso a espécies de carácter mais ornamental é contemplado na definição de alinhamentos ou na pontuação de lugares que se pretendem evidenciar do conjunto do aldeamento. Nessas situações ocorrem por exemplo alinhamentos de Gikgo biloba.