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RETAIL PARK | TORRES VEDRAS 2009 A presente proposta visa definir um desenho que valorize o espaço vazio de enquadramento ao edifício comercial designado por Retail Park. Esses espaços de enquadramento assumem ainda as funções de recreio e estadia. A ‘frente’ do conjunto edificado oferece-se, na sua totalidade, como espaço de recepção, onde se desenham os estacionamentos exteriores. Uma vez que as unidades comerciais se abrem física e visualmente sobre este espaço ocorre uma espacialidade a explorar. Da contenção que os conjuntos edificados definem surge um espaço amplo, semi-contido que se desenvolve sobre laje. É esta a área privilegiada de estadia e recreio que os utentes do Retail Park podem usufruir. O espaço centralTal como já o definimos, espacialmente este espaço apresenta-se contido, protegido e envolvido pelas unidades comerciais que emergem acima da laje à cota 49.625. Apresenta-se como se de um pátio se tratasse.Dada a sua relação com as unidades comerciais pretende-se que este espaço seja apelativo. Conceptualmente assume-se que deverá apresentar-se como uma espaço claro em contraponto aos volumes, cheios, densos, do edificado que o contém. A construção sobre laje traz consigo algumas dificuldades nomeadamente em termos da caixa útil de plantação que é possível considerar sem que se assumam – tanto em curto como em médio ou longo prazo - prejuízo dos materiais vivos que se possam vir a utilizar. Assim foram tomadas opções relativamente aos materiais a utilizar e que se materializaram na construção daquele espaço com um predomínio de materiais inertes. O desenho proposto procura contrapor a ortogonalidade da arquitectura. Recorreu-se a uma base regular, construída em betão afagado, à cor natural, construído in situ. Essa base reveste quase a totalidade da plataforma. Somente o deck se destaca, pela sua matéria, quente escura, e apelativa à estadia. Sobre os ‘quadrados’ que as juntas de dilatação deixam ler recortam-se circunferências. Diferentes tamanhos, densidades e materiais distintos exploram a relação dessas duas formas. Predomina o revestimento com relvado artificial. A vegetação de porte arbustivo e herbáceo irá preencher os restantes círculos. O contraponto entre a perenidade da imagem do relvado artificial - sempre verde - e a explosão cromática dos materiais vivos imprimirá uma dinâmica aquele espaço, transformando-o estação após estação. Os elementos de porte arbóreo surgem de forma aleatória no espaço central do pátio e no adro a sul – explorando a localização das circunferências que se rasgam dando lugar a caldeiras de plantação. A espécie escolhida - Chorisia speciosa - apresenta como singularidade o seu tronco. Também a cor da sua floração virá enriquecer o espaço. Foram também introduzidos dois elementos de água. Esses elementos ocorrem em linhas que provocam a rigidez da área de implantação e exploram a profundidade das aberturas físicas e visuais. Um desses elementos invade o deck, o outro apresenta-se a norte e constituem pequenos espelhos de água. De forma quadrangular, repetem-se com ritmos variáveis, no centro apresentam um repuxo que oferece alguma sonoridade e movimento enriquecendo a ambiência.
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